Se você já se perguntou por que algumas instituições religiosas tendem a excluir indivíduos que não compartilham de suas crenças, saiba que essa é uma questão relevante e que muitos se deparam. Neste artigo, vamos explorar a pergunta feita por nossa seguidora Edelvira Sanchez, que questiona se essa exclusão não seria uma forma de vaidade dentro da religião e como a Cabalá enxerga essa questão. Acompanhe-nos para entender melhor esses fenômenos sociais e espirituais.
Excludentes por Natureza?
A primeira questão levantada é se as religiões excluem aqueles que não são “afins”. Isso pode se referir tanto a pessoas de outras religiões quanto àquelas que não se atêm aos dogmas de uma fé específica. Marcel Fernandes, professor de Cabalá, inicia sua análise estabelecendo um paralelo com rivalidades do cotidiano, como a entre torcedores de times de futebol. Por exemplo, ele menciona que a rivalidade entre palmeirenses e corintianos existe por causa da própria natureza da competição. Assim, a exclusão é, em certos aspectos, um reflexo de uma identidade coletiva.
A Inclusão e o Coração da Proposta
Se considerarmos qualquer grupo — seja um time de futebol, uma escola de música ou uma religião — a lógica é que esses grupos possuem uma proposta específica que os membros acreditam de forma sincera. Se alguém não está de acordo com essa proposta, ou se um grupo aceita interferências externas, o que pode acontecer é uma desintegração da sua identidade. Portanto, a forma como lidamos com ideias contrárias nem sempre está ligada à vaidade, mas sim à integridade das crenças.
Diferenças Existenciais e a Verdade
Marcel destaca que é natural existirem diferenças nos conhecimentos, crenças e opiniões. Noções de certo e errado, verdadeiro e falso, belo e feio são comuns na experiência humana. Assim, enquanto algumas crenças podem parecer excludentes, elas também ajudam a manter a integridade da identidade de um grupo. Se eu sou cristão, por exemplo, não posso me reivindicar como tal se rejeito os fundamentos do cristianismo.
Convicção e Crença
A questão não é apenas sobre vaidade ou preconceito, mas sim sobre convicção. Para ser considerado parte de uma fé, é necessário estar de acordo com os princípios dessa religião. Isso se aplica a todas as doutrinas: quem não aceita seus fundamentos não pode se autoafirmar como membro legítimo. A fé e a convicção são organizadas em torno de ensinamentos claros, e cada indivíduo deve estar ciente de suas crenças.
A Perspectiva da Cabalá
Finalmente, Marcel nos lembra que a Cabalá sugere algo diferente. Em vez de aceitar uma crença sem questionamento, o ensinamento cabalístico é que cada um deve investigar e provar por si mesmo. A proposta da Cabalá é vivenciar a espiritualidade de maneira direta e pessoal, questionando e experimentando.
Se você ficou intrigado ou tem mais perguntas sobre esse tema, não hesite! Deixe suas indagações nos comentários e participe do nosso programa “Cabalá em 10 Minutos”. A sua curiosidade é a chave para aprofundarmos juntos essa jornada de descoberta e autoconhecimento.

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